2026 não é teste: como preparar sua empresa para a Reforma Tributária

Preparação estratégica para a nova fase tributária

O ano de 2026 marca o início real dos efeitos da Reforma Tributária na rotina das empresas. Mesmo com implementação gradual, já haverá convivência entre regimes antigos e novos, exigindo revisão de preços, contratos, fluxo de caixa e planejamento financeiro para evitar perdas ao longo da transição.

Novas regras fiscais exigem revisão imediata das operações

A nova tributação transforma a conformidade fiscal em fator estratégico: erros em notas podem impedir créditos e encarecer operações. Além disso, o Simples Nacional deixa de ser automaticamente vantajoso e deve ser analisado caso a caso. Como 2026 inicia a convivência entre regimes e ajustes financeiros relevantes, decisões antecipadas serão determinantes para a sustentabilidade das empresas.

Entrevista | Advogada Rayani Holtz explica os principais pontos de atenção

Por que a ideia de “ano-teste” pode ser arriscada?

Advogada Rayani Holtz: “Porque 2026 já exige decisões estruturais. A adaptação de sistemas, a revisão de contratos e a reorganização do fluxo de caixa não podem ser feitas de forma improvisada. Mesmo com a implementação gradual dos tributos, os impactos financeiros começam imediatamente“.

O split payment tende a ser o maior desafio?

Advogada Rayani Holtz: “Sim. Ele altera completamente a dinâmica do caixa. Empresas que não recalcularem suas margens e capital de giro podem enfrentar dificuldades rapidamente, especialmente em setores com margens mais
estreitas“.

Quais setores precisam de atenção especial?

Advogada Rayani Holtz: “Saúde, clínicas, hospitais, consultórios, serviços profissionais e comércio. Esses setores dependem fortemente de repasses, têm cadeias longas de fornecedores e, muitas vezes, estruturas tributárias pouco preparadas para o novo modelo“.

Fonte: Gazeta do Povo
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